Os principais motivos que me fizeram participar da Bienal B foram: o aspecto educativo do público e o profissionalizante do artista. Aspectos esses, contemplados nas ações Papo Arte, LÃngua de Artista e na Mostra propriamente dita. Para esta edição houve a necessidade de uma avaliação minuciosa do evento passado, por parte da Equipe de Coordenação da Bienal B – 2009, uma vez que, a equipe se modificou e os espaços também.
Percebemos que, a maioria dos salões e mostras tem espaços supostamente neutros como "cubos brancos" e com soluções que privilegiam artistas com um determinado grau de profissionalismo artÃstico. Para muitos, uma fórmula já desgastada, pois é criada uma previsibilidade de produção, promovendo apenas a exposição de obras prontas.
Acreditamos que a nossa contribuição se situa em dois pontos; num, que não há espaços neutros e em outro inovador, partindo de uma neutralidade que não existe, cria-se uma questão artÃstica espacial perfeita, para abordarmos os nossos aspectos educativo e profissionalizante. O resto são conseqüências naturais deste processo desencadeado por espaços alternativos aos espaços artÃsticos da cidade.
Assumimos como nossa responsabilidade um mercado gerenciado por conceitos simplificados de arte, ora pendendo para o estritamente contemporâneo, ora o estritamente comercial.
Nossa experiência da Bienal B passada, afirmou um público ávido em ver e, algumas vezes, consumir a produção local. Entre as várias referências que dão subsÃdios ao nosso projeto, temos profundo respeito e admiração aos doze anos de investimento, de produção, de pesquisa profissional e de uma ação educativa Ãmpar, frutos do trabalho exercido pela Bienal do Mercosul, em relação à arte contemporânea e ao apontar Porto Alegre como pólo artÃstico para o mundo.
Neste sentido, reafirmamos nesta segunda edição da Bienal B, nossas propostas de complementar objetivos, de unir forças para um amplo fortalecimento do sistema artÃstico, gerando intercâmbios de idéias e apoios com todos os agentes que tenham por meta o desenvolvimento do cenário artÃstico e cultural local visando condições de integração global.
Nossa ação educativa buscará não só informar os aspectos artÃsticos do processo criativo ao público, como oferecerá no próprio edital, os modelos de composição de portifólio além de oficinas, onde os artistas terão a orientação de como solucionar a grande questão de expor o seu trabalho, de organizar os seus grupos (desde o momento de determinar lugares, montagem, desmontagem e, muito importante, de deixar o lugar como o encontrou) e de produzir uma mostra com excelência profissional. Por outro lado, os próprios espaços serão solicitados a cumprirem a sua parte ao darem condições mÃnimas de iluminação, por exemplo, um dos incômodos detectados, porque espaço não significa apenas o lugar.
Sendo assim, estaremos contribuindo para o antes e o depois da mostra propriamente dita, atacando não só o momento de exposição da obra pronta para o público, também o próprio público, bem como o processo criativo do artista.
Por todas estas razões, a Bienal B se propõe a ser um evento e grande movimento, dedicado a criar condições para que o fazer do artista seja cada vez mais respeitado e integrado com a sociedade, enriquecendo a todos com quem se relaciona.






