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Como fazer uma boa museografia?

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De muitas maneiras, mas também dependendo da proposta.
A princípio existe dois tipos básicos: a entupida e a que respira
 
Na entupida, o visitante se impacta/envolve pela quantidade, mas tem um pouco de dificuldade para perceber cada coisa.


Na que respira o trabalho fica com mais espaço, tem espaços entre uma coisa e a outra, de aprox. 80 cm a 2 metros, dependendo do tamanho das obras, obras muito grandes precisam de mais espaço, obras menores menos. Mas as vezes pode parecer pobre e desmotivante, ser lida muito rápida pela falta de quantidade.
 
Dependendo da proposta, ser entupida ou respirante funciona igual ou não funciona igual.
Depende de senso estético, de bom senso, de equilíbrios de tamanhos, de cores.
 
Se vc olha para uma parede cheia de trabalhos e não consegue perceber nenhum é porque exite problema de museografia. Se você olha para uma parede e o trabalho parece que foi perdido lá, sozinho, no frio, é porque também não tá funcionando.
 
Para ter uma boa noção museográfica, imagine-se decorando sua casa para apresentá-la  à alguém que vc admira e com quem pretende estabelecer negócios. Você provavelmente pensará em dispor suas belas obras de forma a serem percebidas com elegância, que não atrapalhe o olhar de seu interlocutor, mas que também mostre que você tem bom gosto e inteligência.

 


Newsflash

"Não há dúvida de que a arte contemporânea brasileira é uma arte de nível internacional. Por outro lado, a arte contemporânea chegou num estágio em que, pelo menos teoricamente, tudo é arte. Quando tudo é arte, corre-se o risco de nada mais ser arte. Então, ao mesmo tempo em que há uma arte de ótima qualidade, há uma produção que tenta se mostrar como arte e que nem sempre é arte." Teixeira Coelho